quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

FELIZ 2010

O ano está terminando, época de renovar as esperanças, fazer desejos e traçar metas para o ano que inicia em poucas horas. Momento de deixar mágoas, angústias e os acontecimentos ruins, mesmo que marcantes, de lado. É a hora de desejarmos a todos do nosso convívio um ótimo 2010.
 É assim, que deixo um recado para todos os que conviveram comigo nesse ano. Muita saúde, paz, sucesso e dinheiro (que também não faz mal). Que 2010 seja de amor, união e que as disputas, sendo necessárias, sejam feitas de maneira sadia e positiva, que sirva de aprendizado para ambos os lados.

Despeço-me de 2009 levando os aprendizados e os momentos bons. Como já disse, levei muitas pancadas nesse ano, mas todas serviram para aprender. Mentalizo um ano novo maravilhoso e grandioso. Então meus amigos, os desejo tudo de melhor nesse ano que está prestes a nascer.
        Para encerrar, deixo um poema/mensagem do poeta Carlos Drumond de Andrede:

Receita de Ano Novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo 
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

 Carlos Drumond de Andrede

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Livros

Sou chato mesmo, inclusive com leituras. Não saio lendo por aí qualquer obra, não busco os 10 livros mais vendidos nas principais livrarias do país. Recuso os bestselleres, pois acredito que a maioria cumpre apenas com o papel de uma historinha bacana, que atrai multidões. Infelizmente, ficam longe de qualquer técnica narrativa. Também, não leio tudo o que os professores de cursos de letras indicam, nem recuso o que eles dizem para recusar. Exemplo, há vi professores renomados da academia criticarem Martha Medeiros, eu leio e recomendo. Já vi os mesmos indicarem Rubem Fonseca, já li e não gosto. Então, acredito que literatura é algo muito particular de cada pessoas, mas, no mínimo, o autor deve cumprir com o papel de unir um bom enredo com uma excelente narrativa em um romance.

            Como sou da área de letras, é comum eu receber livros de presentes. Adoro esse tipo de presente, mas convenhamos, me deem livros que lerei. Custa das uma sondada para ver o meu gosto, até porque quem me conhece mesmo sabe. Dar um livro só para dar, não me dê. Sugiro que faça uma doação para uma biblioteca pública. Como já disse, não condeno que Marley e eu, Crepúsculo.... Quando um aluno meu do segundo ano do ensino médio me conta que leu toda a saga dos vampiros, fico feliz, pois está lendo algo.

            Mas isso não implica que eu goste, então, ao me darem de presente uma obre, comece a escolher pelos menos vendidos, não vá a seção de autoajuda. Já há uma grande chance de acertar. Ah, de quiser me agradar mesmo, faça uma dedicatória. Isso deixa o livro mais belo e interessante, até sendo do Paulo Coelho.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Retrospectiva

 Mais um ano está terminando, lá se vai mais um período de 365 dias. O ano de 2009 está prestes a sucumbir. É normal esses tipos de comentários em jornais, revistas, telejornais e, até, em blogs. É o período do ano em que as emissoras de televisão realizam as famosas retrospectivas, os principais sites postam as imagens e comentários marcantes do ano que está prestes a terminar. Então, também utilizo este espaço para uma retrospectiva-reflexão dos marcos de 2009 em minha vida juntamente com alguns objetivos para o ano que inicia.
            
Posso afirmar que 2009 foi o ano mais ambíguo em minha vida. Foi, sem dúvida, o ano mais contraditório. Foi tomado por altos e baixos. Aqueles significam muito para o futuro, estes espero não encontrar mais, entretanto as marcas ficam na memória.

  No ano que termina, tive emprego (que adorava) e fiquei desempregado. Tive alunos ótimos e, simplesmente, em uma tarde já não os tinha mais. Tive novo emprego e novos alunos. De contratado, virei freelancer. Normal, nada que não seja superado (espero). O ano serviu para fazer novas amizades e terminar também (acho que não era amizade), conhecer e se encantar com novas pessoas. Ter problemas e ver de perto que há situações bem piores nas vidas de outras pessoas. Esse ano que chega ao fim foi marcado pela pacificação em minha família.

Foi o ano em que perdi peso e ganhei mais ainda. Foi o ano em que iniciei atividades físicas e praticamente desisti. Tentei comer alimentos saudáveis, mas retornei aos que engordam e dão prazer. Ah, já iria esquecer, nesse ano virei estatística do ministério da saúde, isso mesmo, entrei pra lista de pessoas que tomaram tamiflu. Também, foi um ano de grandes aprendizados e vitórias, com diálogo e paciência(nem tanto) o ano termina positivamente na política na qual construo e milito. Entre tantos altos e baixos, valeu a pena. Mais um ano junto com minhas leituras, mais um período com meus verdadeiros amigos, mais um ano com minha namorada, mais um ano com meus pais.

Que em 2010 se repitam os aspectos positivos, se for como aprendizado (que os ruins também venham, em menor escala, é claro). Que seja de amor, paz, vitórias políticas e muitos aprendizados. Que venha um ano novo cheio de amor, que o processo de construção de um mundo melhor e igualitário avance ainda mais. Já era 2009, 2010 o ano de grandes vitórias.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Faixa de Segurança

Já era para ter escrito um texto sobre esse assunto, porém a falta de tempo e outros assuntos que surgiram e respectivamente postados no blog me impediram de registrá-lo aqui. O assunto é o respeito com os pedestre em Santa Maria. Do dia 10 ao dia 15 de dezembro estive com o meu pai internado no hospital de “Caridade”. Em frente, há uma faixa de segurança que deveria servir para os carros pararem e os pedestres e cadeirantes terem acesso livre. Isso, porém, não ocorre. Como em praticamente todas as outras faixas de pedestres que existem em Santa Maria.
         
Um dia, após muito esperar o trânsito acalmar para eu atravessar a rua, um senhor parou seu automóvel; oba. Tudo virou alegria até que na outra pista os carros não paravam. O senhor ali, com seu carro parado, quase estacionado, os que estavam atrás buzinavam. Na outra pista nada. Até que caminhei em direção ao meio fio do outro lado e fiz sinal com as mãos para os carros pararem, funcionou, assim consegui depois de um bom tempo atravessar uma rua.

Funcionou estender a mão, os carros pararam, isso já é campanha em Porto Alegre,ainda não adotada oficialmente em SM. Meu medo é que, mesmo com meus braços estendidos, os carros e ônibus não parem. Então, não é nada bom correr o risco de ficar maneta para tentar atravessar uma rua.
          
Sugiro que a prefeitura adote braços de borracha que, com um sensor, baixe sobre a rua quando tiver pedestre tentando atravessar. Assim, não há perigo de ninguém ficar sem braço ou mão ao tentar atravessar qualquer local movimentado. Basta a pessoa se dirigir ao meio fio e o sensor manda o comando para a mão de borracha, esta baixa e faz com que os motoristas parem. Para radicalizar ainda mais, que haja uma micro-câmera no braço, assim os motoristas que não obedecerem o comando podem ser multados, da mesma maneira que os condutores que passam por “pardais” acima da velocidade mínima exigida. Isso tudo foi devaneio, mas que poderia se tornar realidade.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Feliz Natal

O natal está chegando, já comentei que não gosto dessa data, mas não adianta tentar fugir, pois as datas vêm até nós. Desejo a todos um ótimo natal. Que seja de menos consumismo, que seja cheio de amor, alegria e reflexão. Casa pessoa com suas crenças, religiões e até ateus. Sugiro que o momento de 24 para 25 seja cheio de esperanças de um outro mundo. Que seja a data de dar um abraço à pessoa amada. Que seja de o momento de fazer uma criança sorrir.
            Natal é mais do que um peru e uma ceia linda, é mais do que ver a Xuxa na tevê, é mais do que árvores decoradas, é muito mais do que o som de Simone cantando “então é natal...” Que o Natal seja uma espécie de retiro, que cada ser comece a pensar o que deseja para o próximo ano, o que pensa em não fazer. Amanhã, começarei listar coisas que desejo que se realizem em 2010, coisas que prometerei fazer e coisas que, mesmo importantes, não farei.
            Então, saio de órbita, voltarei dia 26. Desejo a todos e todas um natal maravilhoso, cheio de amor e alegrias.

Budapeste




            Ontem terminei de ler Budapeste, de Chico Buarque. Como no post em que comentei sobre Leite Derramado, do mesmo autor, é complicado me atrever a analisar a obra do melhor compositor do nosso país (na minha humilde opinião). É, sem dúvida, uma obra atraente. Narrativa muito bem construída e empolgante. É aquele texto que te prende, faz com que você queria ler as próximas páginas para ver o desenrolar. Ainda, Chico utiliza uma técnica de descrição muito perfeita. Mesmo nos momentos em que a narrativa pára para descrever personagens e espaço é atrativa. Digamos, ele descreve e dá a vontade de perceber mais detalhes da descrição, ir mais afundo. Descrições, geralmente, em narrativas desprendem  a atenção do leitor, pois deixa os texto lento e cansativo. Mas não na obra de Chico Buarque.
            A história da personagem que passa parte da vida adulta entre Brasil e Hungria serve como reflexão de que sentido damos a nossa vida. Fazemos as coisas por comodidade ou por prazer? Nossa profissão é por prazer ou serve apenas como meio de sustento? Vale a pena largar família, casa, emprego para ser feliz?
            Recomendo essa obra maravilhosa.

sábado, 19 de dezembro de 2009

O melhor dos presentes

            Ontem, fui em São Sepé, a cidade em que nasci e vivi durante 18 anos. O quanto e detesto aquele lugar já foi tema de textos aqui no blog, assim como as possíveis justificativas para tanto desafeto com uma cidade de 23 mil habitantes. Não falarei mal aqui novamente, escrevo esse texto para dizer que foi lá, em São Sepé, na noite de ontem, que recebi o meu presente – e mais valioso – presente de nata. Foi um abraço e um beijo sincero de uma criança.
            Fui à formatura da pré-escola da Samantha, minha prima. Quando cheguei ao local da cerimônia, recebi um lindo e apertado abraço. Sempre escutei dizerem que criança não mente, que é sincera sempre. Ontem comprovei. Pelo entusiasmo e pelo aperto em que a formanda apertou o seus pequenos braços nas minhas costas foi possível ver o quanto de amor e sinceridade há nos pequenos corações.
            Por isso, digo que valeu muito ter ido em São Sepé, valeu ter ido de ônibus após um dia de trabalho intenso. Reneguei e pensei em não ir, mas se tivesse recusado o convite, não teria recebido o melhor dos presentes, o abraço de uma criança. Nunca tive ânimo para brincar e prestar atenção nos pequenos seres, erro grave, pois são nestas criaturinhas que habitam os mais valiosos e verdadeiros sentimentos.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Refém da tecnologia

            Hoje, facilmente nos comunicamos, são muitos os meios que fazem com que nos contatamos de qualquer lugar do mundo. Eu uso email, msn, googletalk, orkut, twitter, celular... Confesso que às vezes me irrito com tudo isso. Vejo que, a cada dia, minha privacidade diminui, sinto-me como refém destas tecnologias – ditas meio de comunicação – porém, parece impossível me desfazer, ao contrário, todos os anos crio um perfil em algum destes currais eletrônicos.  É o preço da vida moderna. Sinto vontade de terminar com tudo, desligar o celular, nunca mais abrir minha caixa de email (esta é a pior, pois pertenço a várias listas, então recebo mais de 100 mensagens por dia), porém penso como vou ficar sabendo se algum amigo está precisando de algo? Como me contatarão para algum serviço (terrível ser freela)? Como terei notícias de amigos distantes? Pois, até para marcar uma cerveja no boteco mais próximo me chamam por estes meios.
           
            Não suporto tanto isso, mas me obrigo a olhar esses mecanismos diariamente, se não os faço, fico com a sensação de que estou perdendo algo. Não fiquei sabendo de algo importante. Até, porque muitas pessoas me exigem que faça isso, já que email é a forma mais eficiente – rápida – barata (hã?) do século XXI.

            Ao mesmo tempo em que reclamo e uso esses sórdidos meios de comunicação, penso como minha mãe fazia para ter notícias da família a mais de 500 km de distância há 35 anos atrás? Nunca obtive essa resposta de maneira concreta, acho que nem ela, a minha mãe, sabe responder.  É o capitalismo ditando regras, são as novidades da nova era que me fazem perder, no mínimo, uma hora diária checando mensagens que surgem na tela do computador.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Uma injusta partida

Ontem, quando abri um jornal local, de Santa Maria, levei um susto, pois li que uma ex-vizinha tinha morrido vítima de um acidente de trânsito. Não era nenhuma amiga, apenas uma ex-vizinha. Entretanto, quando moramos perto, foi possível a conhecer e ver que era uma pessoa dinâmica e sempre bem humorada. Era daquelas pessoas que mesmo em uma segunda-feira de 0º, às 6hs te deseja um bom dia e abre um lindo sorriso.
            Ainda, logo que passei no vestibular para letras, ela me falou “sei que nem deve pensar em entrar numa sala de aula ainda, mas quando entrar, não esqueça que antes de alunos, os seres que te olham são pessoas e seres humanos.” Dessa maneira, nem idéia sobre educação eu tinha, hoje reflito que ela não era uma simples professora, era uma educadora comprometida em plantar na sala de aula uma semente transformadora do mundo.
            É, a Flávia partiu como várias outras pessoas boas e construtoras. Fica a lembrança de uma pessoa bonita, ativa, apaixonada por educação, protetora de animais e da natureza. Lembrarei sempre, ela foi a primeira pessoa que me mostrou o papel principal de um educador-professor: respeitar os educandos, pois estes são seres humanos.
           

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            Com isso, fica a dica de aproveitar sempre cada momento, inclusive os ruins, tentarei reclamar menos, pois a Flávia retornava de uma atividade da escola e não chegou em casa. São os mistérios da vida, os cristão dizem que deus chama as pessoas boas. Por que elas não ficam na terra???

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Natal, a data do consumismo



Ontem, enquanto almoçava no shopping, vi uma família sorteando amigo secreto, como estavam muito perto de mim, não pude deixar de ouvir os diálogos. A discussão era, não poderiam ser presentes “bagaceiros”, o valor mínimo seria de R$ 100,00. Entro no elevador, do de cara com o símbolo-personagem que melhor represente o capitalismo no nata. O Papai Noel. O bom é que algumas pessoas conseguem empregos temporários nessa época do anos, inclusive o senhor que se vestia de bom velhinho. Mas a reflexão é a seguinte, há crianças que pedem para o Papai Noel computador, bicicleta, videogame, ipod.... Outras pedem um prato de comida para a noite da ceia. São contrastes enormes. Alguns recebem presentes, outros nem comida terão na noite de 25 de dezembro. Não monto árvore, nem presépio. Detesto todos esses enfeites, mas convivo com tudo isso, pois é preciso. O que o natal representa??? Os católicos dizem ser o nascimento de cristo, o mesmo que foi parido em uma manjedoura. Seria a data da reflexão, da simplicidade, entretanto nem os católicos fazem isso. É a data máxima do consumo, o momento dos maiores gastos, e, com certeza, o momento em que as desigualdades mais gritam. É o momento em que o Papai Noel não virá para todas as crianças e como explicar para as que farão o pedido e nada receberão?!  Acredito que esse deveria ser o momento de pensarmos um pouco mais, ver o que realmente é o Natal, se é que esse existe. Vejo que nem todos compartilharão da minha opinião, mas fica o repudio a data do consumismo. 

domingo, 13 de dezembro de 2009

Esses dias, enquanto tomava chimarrão com uma amiga no parque Itaimbé, conversávamos sobre as coisas que nossos pais dizem para NÃO FAZERMOS e acabamos fazendo. No meu caso, são muitas. Sempre escutei minha mãe dizer “não dorme tarde”, “não dorme até tarde”, “aproveita o dia, o sol”, “não beba “não fume”, “não se relacione com dependentes químicos”, “não tome cerveja em copo de estranhos”, “não faça amizades virtuais”, “não ande sozinho na madrugada”, “não fique horas na frente do computados”, “não...........”
            Fiz tudo isso que listei e outras coisas que não citarei aqui. Embora tenha feito tudo isso, sobrevivi. Penso que se eu seguisse todos os conselhos de minha mãe seria muito infeliz. Não a julgo, ela faz e diz essas coisas para o meu melhor, entretanto acredito que só eu saiba o que realmente seja o meu melhor. Pode ser puro egoísmo meu, penso ser síndrome de filho único.
            Já refleti muito, mas como viveria sem fazer tudo isso??? Certamente, não viveria. Seria infeliz, aproveitaria muito pouco a minha humilde vidinha. Não imagino sentir prazer sem correr riscos (esses nem são enormes). Então, continuarei “concordando” com a minha mãe, já que não tenho o direito de frustrá-la, da mesma forma que continuarei vivendo da maneira que acho ser a melhor, pois a minha vida nem é tão louca assim.
            

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Práxis 10 Anos








 Do latim, ação, Práxis é a luta constante pelo acesso à educação- é a prática - através de grupos de formação empenhados em criar possibilidades e práticas próprias de uma educação de caráter popular. É um trabalho recíproco desenvolvido entre educando e educador.  Criado há 10 anos, por iniciativa de acadêmicos e trabalhadores com objetivos em comum, o Práxis tem o intuito de aproximar universidade e comunidade por meio do movimento estudantil. O Coletivo de Educação Popular já dialogou com mais de 800 educandos e cerca de metade disso foi número de educadores. Essas pessoas que a cada ano passam pelo Projeto contribuem com sua experiência, e são essas experiências que se unem e constituem o Coletivo. São trabalhadores, estudantes e movimentos sociais, gente nova e gente experiente. É a diversidade de culturas, de opiniões, de personalidades que movimentam o Projeto, proporcionando reflexões novas e busca de soluções. Esses 10 anos de luta merecem uma comemoração à altura. Por isso, convidamos vocês, integrantes da atual gestão, das gestões passadas e pessoas que acreditam em nossa luta, a participarem das atividades comemorativas aos 10 anos do Projeto.


A programação acontece nos dias 10 e 11 de dezembro, com as seguintes atividades:


10 de dezembro: 19hs - Debate Educação Popular e desafios. Professores Paulo Aukar e Diorge konrad. Local: 4º Andar do Prédio de Apoio Didático e Comunitário da UFSM.


11 de dezembro: 19hs - Debate Educação Popular e Movimentos Sociais. Educadores do Práxis e CMS. Local: 4º Andar do Prédio de Apoio Didático e Comunitário da UFSM.


22hs – Festa comemorativa aos 10 anos do Práxis. Local: Catacumba – DCE.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Mais uma vez esse blog criou teia de aranha, mofou. Agora se eu justificar a falta de atualização por falta de tempo é verdade. Meu novo-temporário emprego me consumiu dias e horas de sono. Foram muitas horas corrigindo textos. Ainda, viajai a outra cidade para dar aulas de redação. Eis aqui um post rápido, após o dia 18 tudo volta ao normal.
           
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            Esses dias, enquanto passava pela rua Venâncio Aires, centro de Santa Maria, uma cena me chamou a atenção e me fez refletir muito. Ali, perto da Rio Branco é o local em que uma senhora escolheu para morar. Ela mora na rua, embaixo da marquise de uma farmácia. Já foi contestada, tentaram tirar a mulher dali, mas ela se recusa. Escolheu a esquina do centro da cidade universitária como sua residência.
            Então, por ali, um homem que passava de carro atirou alguns papeis pela janela do carro. A senhora a qual me referia saiu atrás do poluidor. Ela dizia algo como “Jogue esse lixo na sua casa, não na casa dos outros”. “Suje a tua casa vagabundo relaxado”.
            Pensei, se a maioria da população tratasse as ruas da cidade como sendo as suas casas, teríamos bem menos sujeira. Não teríamos bueiros abarrotados de lixo, não teríamos um ar tão poluído. Com certeza, se tratássemos as ruas como nossas casas, a cidade seria mais bela.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Cenas (nada)Urbanas






São cenas que só quem habita um cortiço no centro de Santa Maria pode ver.



Isso, meus vizinhos criam gatos no telhado.



Choque de realidade assusta, mas é bom. Esse texto reflete completamente o oposto do que eu escrevi no texto anterior. Foi um texto de reclamações, lamentações. Porém, é um texto que externaliza o que eu sinto nos últimos dias. Mas o que ocorreu hoje, me fará pensar muito nas próximas vezes que reclamarei de algo em minha vida.
            Esse ano, no Práxis, temos um educando com sintomas de esquizofrenia. Tudo estava calmo até a semana que passou. Na quinta o aluno piorou, começou a ter surtos, mudar radicalmente o comportamento. Até aí tranqüilo, quer dizer, nada de tranqüilo. Mas pessoas psicóticas há em muitos lugares. Hoje, em uma conversa, ficamos sabendo que o menino tem muitos problemas familiares, padrasto alcoólatra. Ainda, o nosso educando tem sérios problemas de sociabilidade. Segundo ele, não tem amigos, apenas sai de casa para ir ao médico e ao Práxis. Ainda, relatou que a maior vontade dele é ir num restaurante com amigos e num shopping. Isso me partiu o coração (pode ser no sentido mais católico possível). Algo que para alguns jovens, me incluo na lista, pode ser algo corriqueiro, para outros é um grande sonho. Eu reclamando de algumas coisas não terem dado certo nos últimos meses, tantos em que poucas coisas deram certo em toda a vida. O fato é que procurarei reclamar menos, pois minha vida nunca foi ruim, apenas momentos infelizes.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

“Tudo passa, inclusive os momentos ruins”

“Tudo passa, inclusive os momentos ruins”, essa é a frase que seguidamente meu pai fala. Espero que seja verdade. Não passo fome, não sinto frio, tenho teto, amigos, uma família, uma namorada, entretanto falta algo. Esse algo ainda não sem bem o que é. Espero encontrar logo esse novo que me aguarda. Ando desiludido mesmo, com muitas coisas, não só com a política. Parece que uma onda de mus acontecimentos vem me cobrindo, eu, sem saber nadar direito, estou me afogando aos poucos. Vieram algumas notícias ruins nos últimos dias. Tive amigos que me ajudaram a suportar, mas a mesmice é o que realmente me inquieta. Ainda não consegui descobrir o que é que necessito. Isso tem feito eu perder o sono, atrapalhar minhas leituras e vem ganhando espaço nos meus pensamentos durante boa parte do dia. A vitória do DCE foi fundamental, meu deu ânimo novo, mas logo passou. Minha retomada a militância no Práxis também foi elemento que ajudou a me reanimar, porém não foi o suficiente. Posso estar chorando sem necessidade, posso estar (tenho certeza que estou) reclamando de bobagem. Mas isso tem me sufocado. Espero que logo passe. Que dias melhores venham, que surjam novidades. Então, resta esperar que os momentos ruins sejam varridos logo. Que essa onda logo passe. Que eu consiga me salvar desse afogamento, já que toda a maré um dia baixa. Umas demoram menos, outras mais.


Logo, informarei detalhes e a programação dos 10 anos de luta.

domingo, 8 de novembro de 2009

Sexta, fui pela primeira vez na Ballare, já escrevi aqui no blog que uma vez tentei entrar na tal boate universitária, porém fui barrado pelo motivo de estar vestindo bermuda. Nessa ocasião, prometi nunca mais entrar nesse recinto. Mas, a convite de alguns amigos, namorada fui, na sexta que passou, ao local.


Tudo que eu imaginava se confirmou, entretanto posso falar mal com a autoridade de quem esteve presente no “arrasta pé universitário”. O local é um horror. Começa pela trilha sonora. Funk, funk e mais funk. Músicas compostas com apenas um refrão em que a mulher não passa de objeto sexual. Depois, veio pagode. Resolvi dar uma olhada no local. Vi muitas mulheres com saias e shorts curtos. Algum problema? Não, não condeno isso, não é esse o debate (agora lembro da aluna expulsa da Uniban). O problema é que eu fui barrado pelo fato de mostrar meia canela (terríveis por sinal). Mas por que homens não podem e mulheres entram tranquilamente com roupas curtas?! Talvez pelo fato de muitos, inclusive os donos do recinto, considerarem que mulheres devam mostrar tudo, ou quase tudo, pois elas devem servir de objetos a serem manipulados por homens. Eis o machismo inerente a nossa sociedade. Lembro de quando ocorreu isso, minha amiga Júlia sugeriu que fosse pelo fato de não querem manos lá, então encontraram uma maneira de proibir a entrada dentro da lei. Pode ser esta última idéia, mas somada a anterior.

Para piorar, tinha a promoção do jogo, quem vencesse tinha direito a assistir a um show de strip. Então, boate universitária??? Esse deve ser o ambiente freqüentado pelos que ateiam fogo em indígenas, que espancam prostitutas, que ofendem estudante por ir na aula com roupas curtas. Não direi que não retorno mais a este antro, mas se puder escolher, podem ter certeza que optarei pelo Macondo e pela BOA-VELHA boate do DCE. Lá escuto som bom e entro de bermuda.



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A parte cômica da noite foi ver o Ricardo levar uma “bundada” de um casal e ficar furioso. Devolveu. O casal deu outra (neste momento achei que iria parar na delegacia). A Selma tomou as dores e devolveu. Empurrou a menina, esta ficou furiosa, porém não revidou. O fato é que o casal sumiu de perto. Depois eu que sou barraqueiro.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Hoje, às 22 hs ocorrerá a posse da gestão AVANTE! Gestão que comandará o DCE da UFSM pelo próximo ano. Faz mais de uma semana em que ocorreu a eleição, este foi o pleito que contou com o maior número de estudantes da instituição. Também, foi a maior votação já obtida por uma chapa no DCE da UFSM. Isso mostrou a consolidação do campo popular democrático na universidade. Esse resultado foi a prova de que a gestão VIRAÇÃO agradou a grande maioria dos estudantes. Então, fica o meu pensamento positivo para a gestão que inicia hoje.




Saudações a quem tem coragem, AVANTE – O DCE com a cara do estudante.


domingo, 1 de novembro de 2009

Segue o blog da chapa AVANTE, a chapa que comandará o DCE da UFSM. Terça, AVANTE passará a ser gestão. No blog tem as propostas que convenceram os estudantes, fotos e o vídeo do resultado emocionante.

http://avantedceufsm.blogspot.com/

Prometo fazer uma avaliação esta semana.
As novos textos serão sobre o resultado das eleições do DCE- UFSM e sobre a nova, nem tão boa assim, fase da minha vida.
Como escrevi anteriormente, na semana que passou, completaram-se sete anos em que um trabalhador, sindicalista foi eleito presidente do Brasil. Outubro de 2000 foi quando Lula elegeu-se presidente do maior país da América Latina. Lembro como hoje, foi uma mistura de sentimentos, uma vez que Tarso Genro foi derrotado no RS. Porém, o sentimento de derrota foi neutralizado quando soube que um nordestino-metalurgico tinha derrotado a direita que sempre governou o Brasil.


Na época, muitos falavam que Lula não terminaria o mandato, pois não tinha curso superior, não falava nenhuma língua que não fosse o português carregado com sotaque nordestino. Veio a oposição furiosa, veio, também, a imprensa marrom tentando deslegitimar o governo, mas nada foi capaz de derrubar o governo popular que construiu um novo Brasil.

Não acho que seja um governo perfeito, já que não concordo com alianças com partidos como o PMDB, acho falha a política econômica, pois bancar o Meireles presidente do banco central sempre achei um absurdo. Há falhas na política de reforma agrária, entretanto nunca um presidente fez tanto pelo seu povo. Isso comprova-se com os índices de popularidade do governo e do presidente, Lula é aceito em todas as classes sociais. É o presidente do PAC, é o presidente da bolsa família, é o homem que possibilitou que os pobres desse país tivessem as suas casas próprias. Também, é o governo do PROUNE, que pressiona para que as cotas sejam P nas universidades, ainda é o mesmo que aumentou significamente as vagas no ensino superior através do REUNE.

Então, não há como negar os méritos do nosso presidente. Lula tem a cara do povo, é povo, fala como nós e governa o país para todos os homens e mulheres que habitam esse continente chamado Brasil. Assim, oito anos se passaram do dia que um trabalhador chegou ao poder, representando toda a população que com garra e suor constroem essa nação. Parabéns Lula e ao povo brasileiro, a mudança desse país continua, depende de nós reelegermos o governo no próximo ano. Espero daqui nove anos escrever um texto sobre o dia em que a primeira mulher foi eleita presidente do Brasil. Espero relembrar através de um texto o momento em que Dilma foi eleita, reelegendo mais uma vez o governo do povo.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Acabei de lembrar que hoje fazem 7 anos que LULA foi eleito presidente do Brasil. Isso merece comentários e um texto. Sem  condições para isso hoje, em breve farei um texto. Tentarei resgatar o dia em que chorei abraçado em uma bandeira do PT.
Já deveria estar dormindo, pois amanhã acordarei cedo. Mas nunca consigo dormir antes das 3hs da manhã. Depois passo o dia reclamando de sono e procurando doentemente café para enganar a vontade louca de dormir. Mas preciso colocar algumas palavrinhas do que fiz hoje.


Entre os trabalhos e leituras, fui falar com algumas meninas estudantes de serviço social. Elas conseguiram meu contato, não sei como para eu falar sobre movimento estudantil. Fui eu lá. Chega ser contraditório um mero estudante-militante querendo se despedir desse tipo de militância ir falar para outras estudantes. Por que eu deveria falar sobre movimento estudantil para estudantes?! Me senti mal, uma vez que a militância no ME deveria ser algo inerente a qualquer educando. Entretanto, não é.

As perguntas foram variadas, de como entrei no movimento? O que fazemos? Como nos mobilizamos? Como surgiu o me, esse disse um pouco da história, porém não me sinto tão competente assim para contar a história do me.

Vim para casa pensando de como a formação dessas estudantes deve ser crua, como sairão da universidade? Acredito que levarão apenas o aprendizado dos livros e das aulas teóricas de suas disciplinas. Considero esse conhecimento pobre perto do que uma faculdade pode proporcionar a qualquer estudante. Sairão sem ver o poder de mobilização, sairão sem saber respeitar as opiniões contrárias (isso eu aprendi pouco). Sem lutar por melhorias.

Retornei triste, mas se a idéia de que tentei passar do Movimento Estudantil ser algo positivo e necessário ficar nas mentes destas estudantes ficarei muito feliz, já que tentei sutilmente plantar a sementinha.

domingo, 25 de outubro de 2009


Estou acompanhando, isso implica apoiando, mais uma eleição para o DCE da UFSM. Lembro que na primeira eleição que participei haviam duas chapas. Uma da direita, outra da esquerda. Claro que optei pela segunda. Desde lá, outras gestões se passaram, em movimento, em frete, novo rumo e VIRAÇÃO. A última, foi a retomada da esquerda no comando da entidade. Foi uma das disputas mais lindas que presenciei e ajudei a construir. A vitória da chapa Viração ocorreu porque os estudantes viram a necessidade de um novo modelo de gestão, era preciso dialogar, foi assim que surgiu a composição da VIRAÇÃO. Lutamos muito contra a esquerda delirante e a direita furiosa. Dialogamos com todos os segmentos da universidade, ouvimos propostas e da união surgiu a gestão modelo. Na última gestão, foi retomada a mobilização, foi construída a jornada de lutas, apoiamos a parada livre, foi realizado o maior e melhor do festival “nossas expressões”, lutamos contra o aumento da passagem de ônibus, garantimos a construção de um novo RU.



Tudo isso veio em um período em que a gestão anterior tinha estagnado o ME. Hoje, temos duas opções. Voltar ao passado ou caminhar em frete. Seguir as lutas ou voltar os “acordões” com a reitoria e os empresários de SM. É por isso que num momento que estou de saída do ME, me obrigo a retornar ao campus da UFSM e apoiar a chapa 1, a chapa AVANTE. É a melhor opção. É a composição que representa a unidade em torno dos interesses dos estudantes. Sem os velhos “acordões”, sem as traições aos universitários. É a chapa que representa o diálogo com os estudantes, mas que dialoga, também, com a comunidade santa-mariense. A chapa 2 representa a esquerda lunática, sem proposição, apenas na base da crítica. Não que criticar não seja importante, entretanto apresentas soluções coerentes é fundamental. Já a chapa 3, é o pior que pode ter como representatividade dos estudantes. É a máfia estudantil, a traidora, a mesma em que apoiadores são ligados aos escândalos DETRAN/FATEC.
Por isso, me somo a essa luta. Convido o conjunto de estudantes da Universidade Federal de Santa Maria a irem as urnas e dizerem sim à chapa 1. Para a luta continuar, para representatividade se fazer presente, para continuar o que de bom construímos, e com diálogo, democracia e união avançarmos ainda mais nas conquistas. Para um movimento estudantil que construa uma nova cultura política, vote chapa 1. Dia 28, é AVANTE, a chapa com a cara do estudante.







Nem sei se esse blog ainda existe. Criou poeira mesmo. Mais uma vez, tentarei faze-lo existir. Agora, pretendo postar comentários sobre o meu trabalho, meu dia-a-dia, minhas elas, militância e devaneios em geral.


Nem sei quantas vezes recomecei esse blog, já pensei em desistir, de criar outro. Porém penso: onde colocarei meus devaneios que não consigo expor cotidianamente? Daí penso e prefiro continuar com esse espaço. Nem que seja para ninguém ler, nem que seja para ser atualizado uma vez por ano, é uma espécie de megafone. Local onde esbravejo e grito sem ninguém ouvir.


Devia um comentário sobre Leite Derramado, de Chico Buarque. Nem sei se comentarei, pois quem sou eu, um pobre mortal, para comentar algo escrito pelo gênio e mestre da cultura brasileira Chico Buarque??? Ele é uma das paixões da minha vida. Ele que me remete lirismo total e em momentos de estresse me acalma com suas obras de arte musicadas. Então, li esse romance do escritor.


Leite Derramado é uma obra repleta de lirismo, um romance muito parecido com Memórias de minhas putas tristes, de Gabriel Garcia Márquez. É uma narrativa que remete a história de um senhor no final de sua vida. Também, mostra claramente a decadência de setores da aristrocacia burguesa carioca. Os problemas familiares e as aparências norteiam os escritos de Chico Buarque. Sutil, mas não menos crítico, o autor mostra os problemas de uma sociedade falida, em que as relações familiares são o recheio dos conflitos.


Fica a dica da obra. Mais tarde comentarei algo sobre as eleições para o DCE da UFSM.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009






Já era para eu ter feito um texto sobre o assunto, mas os dias foram passando, os compromissos aumentando e nunca chegava o momento de parar e escrever. Mas sobre qual assunto? O massacre realizado pela brigada militar no latifúndio Southall. A desocupação que terminou em várias pessoas machucadas e uma morte. Assassinato cometido de maneira vergonhosa e truculenta. Nem falarei desnecessária, pois condeno qualquer tipo de assassinato. Então, o governo Yeda assassinou um trabalhador, pai de família que lutava por um pedaço de chão para cultivar alimentos e construir uma vida digna a sua família.
O sonho de Elton Brum terminou na última sexta-feira, pois na desocupação do latifúndio a brigada militar em vez de prender ladrões, membros de quadrinhas se deslocou em massa a São Gabriel, na ocasião eliminou a vida de um homem. Esse é o governo Yeda. O governo que coloca crianças estudarem em salas de lata, espanca professores, escraviza os educadores gaúchos. É o mesmo governo- quadrilha que roubaram mais de 44 milhões dos cofres públicos. O que não tinha ocorrido, ainda, ocorreu: um assassinato.
Elton Brum foi assassinado por um tiro nas costas, a brigada militar, ou melhor, a milícia armada da governadora tentou transmitir à opinião pública de que o integrante do MST tinha morrido com um mau súbito. Interessante, o colono chega no hospital com um tiro e afirmam ser um problema de saúde. Atitude parecida só tinha ocorrido na fazenda Santa Elmira, cujo governo Simon teve atitude parecida. Nada é de estranhar que atual governadora contou, e, ainda conta, com o apoio do pai da “ética”, o senador Pedro Simon, o mesmo que já assassinou trabalhadores rurais sem-terra.
Esse é o governo que o povo gaúcho escolheu, acredito que a maioria já esteja arrependido, mas é tarde, uma vez que o governo-quadrilha é atua e assassina trabalhadores. Resta o povo sair às ruas, gritar FORA YEDA, ocupar latifúndios e resistir. Enquanto isso, Elton Brum morreu, mas fica o desejo de luta por terra e justiça.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Segunda- feira terminou, mais uma semana iniciou. Sempre a mesma coisa, a mesma rotina. As aulas no Cilon retornaram, o Uniolimpus recomeçou em nova sede, o Práxis com os velhos e, às vezes, bons problemas. Hoje acordei muito cedo, como dias não fazia isso. Fui ao colégio, revi meus alunos pestes, retornei, reunião no cursinho, almoço com colegas, retorno para casa, durmo, acordo e corro ao Práxis.

Já no Práxis revejo a Raquel, faziam dias que não via a baixinha boa em gramática. Tento resolver os primeiros problemas que surgem no projeto, as aulas iniciam, correria total, gente chegando, informações, eis a correria te tocar um projeto sem recursos, mas faz parte, me dispus e amo fazer isso.

Retorno para casa, muito sono, pois ainda não recuperei as noites sem dormir, ao mesmo tempo quero ficar acordado, acredito que dormir é praticamente uma perda de tempo, mas o sono bate. Então, me vou, preciso bater um pato com meu travesseiro, abraçar as minhas cobertas e sonhar.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Acabei de chegar de Porto Alegre, fui em maus um ato FORA YEDA. Não direi que foi bom, pois o ideal era não necessitar desse tipo de manifestação, entretanto o governo do estado exige que o povo saia as ruas pedindo o impeachement.
Ao chegar em POA, me senti praticamente um criminoso, membro de uma quadrilha perigosa, pois o nosso ônibus, como os outros que chegavam para o ato eram escoltados pela polícia. Absurdo, nunca tinha passado por isso. Nas ruas da capital, um policiamento ostensivo, parecia um clima de guerra. Depois de esperar horas, o ato da JPT começou, primeiro foi muito bom rever camaradas, pessoas que respeito e admiro. O ato da juventude PTista foi bom, bastante gente, muita animação e garra para derrubar esse governo. Chegamos em frente ao palácio, foi o momento de fazermos um ato unificado com todas as forças que desejam colocar na cadeia toda a máfia do DETRAN, incluindo a governadora.
Durante as intervenções olho para o outro lado, vejo umas bandeiras diferentes, menos, bem menos mas haviam. Eram os tucanos defendendo a permanência da governadora no cargo, absurdo, ao mesmo tempo coragem, já que para defender corrupção precisa de muita coragem mesmo. O povo batia boca, gritava e debochava, acredito que por desespero, falta muito argumento político para defenderem tanto absurdo. O ápice da picaretagem ocorreu quando o ex/atual- marido da Governadora, Carlos Crusius se uniu aos manifestantes que defendiam o governo. O cara é um dos principais envolvidos nas fraudes do atual governo, é responsável, também, pelo mau governo e vem a público defender o seu partido. É muita malandragem, “cara de pau”, absurdo total. O cara é acusado de ser uns dos responsáveis pelo roubo de mais de 44 milhões dos cofres públicos e ainda sai na rua ofender manifestantes.
Chega o momento de voltarmos a Santa Maria, na tentativa de vinda, mais confusão, pois precisamos de escoltas novamente. Dessa vez, até a saída da cidade, foi essa a maneira que o Governo Yeda encontrou de dizer “Voltem sempre à capital de todos os Gaúchos”.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Práxis


Hoje cheguei ao Práxis apenas para entregar o aparelho DVD para a Camila, porém só saí de lá quando as aulas terminaram. Fiquei entretido, conversando com educandos, educadores. Escutei seus anseios, não que eu possa resolve-los, mas os escutei. Debatemos sobre a lei que proíbe o fumo em locais públicos em SP, falamos de drogas e as hipocrisias da sociedade. Nas aulas de redação, geralmente sou eu quem proponho assuntos e debates. Hoje foram os alunos que propuseram e esporam suas opiniões e pensamentos. Achei ótimo, como também gostei muito de ter ido lá e ficado mais tempo. Saí convencido que o 4º andar do prédio de apoio da UFSM é a melhor escola que já requentei e ainda freqüento. Foi o local que dei minha primeira aula, local que me inseri na política do movimento estudantil, foi neste espaço que fiz grandes e verdadeiras amizades, foi esse o local que me formou gente e menos hipócrita.
Voltando, conversei com outro grupo de educandos, nunca tinha debatido qualquer assunto com estes, foi em uma roda de chimarrão na sala do antigo DA da história. Percebi que são seres sonhadores, realistas e que pensam em um futuro melhor para si e suas famílias. Jovens, estudantes, lutadores, pessoas trabalhadoras que constroem este país.
Dei mais uma volta e encontrei ex-conhecidos, ex-educandos, abraços, desejo boas vindas, ou melhor, bom retorno. Fico feliz por não desistirem, continuam lutando e sonhando. Alguns me perguntam se estou dando aula, dói, entretanto digo que não. Explico que o tempo passa e que novas pessoas devem assumir as atividades docentes. É duro, afinal foi no Práxis a minha primeira aula, a aula tímida sobre realismo, tremia, foi o começo de tudo. Digo que faço parte apenas da coordenação do projeto, escuto um ahhhhhh, noto que não fui um mau educador, pode ter sido apenas a impressão.
Abraço estas pessoas e vejo sair da sala um ex-educando, que não é mais educando, agora volta ao 4º andar para ser educador. Fico emocionado, pois alguma coisa conseguimos plantar, mesmo que timidamente. É muito bom ver um ex-aluno tornar-se colega, pois vejo que este acredita e retribui ao projeto. As aulas reiniciam, todos e todas voltam as suas respectivas salas de aula, eu retorno a coordenação e reflito sozinho. Foi bom ter ido levar o DVD na noite de hoje, foi bom ter ido ao Práxis. É maravilhoso fazer parte deste projeto, pois é a maneira que encontrei de não desistir de acreditar em um outro mundo possível. Valeu Práxis.

domingo, 9 de agosto de 2009

Acabo de ter um final se semana tempestuoso meteorologicamente, porém alegre emotivamente. Depois de um tempo envolvido no trabalho, militância e saúde não tão boa retornei à vida social. Mesmo com chuva saí, tenho amigos que me acompanham em indiadas. O frio e chuva intensa não nos desanimaram. Primeiro uma janta, com muita risada, papos. Depois, fomos testas as habilidades de cada integrante da katrefa no jogo de sinuca. Claro, o pior jogador sou eu. Já era esperado. O primeiro lugar nem vou comentar. Amiga Nescal, você me surpreendeu muito. Não sabia que você dominava este jogo. Rimos muito, na maioria das vezes, os motivos das risadas foram as minhas jogadas, ou melhor, as minhas não jogadas. Quem sabe um dia aprendo.
Já o domingo foi comum, chuva, frio, nada me fez sair de casa, passei praticamente o dia dialogando com o meu travesseiro, abraçado nas cobertas. Agora estou terminando de corrigir mais alguns textos. Tomo café, como chocolate e penso sobre a semana que começa. Mudanças estão previstas, espero que ocorram, que tenha sol e tempo menos frio. Que os dias deste agosto sejam mais belos, que notícias boas cheguem e que meu humor, o bom, volte.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Retorno e a espera de um sonho

Voltei à rotina normal. Aulas, Práxis, rua, contas a pagar. E que rotina! Correria total, muitas aulas para preparar, muitas aulas para serem dadas e muitos problemas para resolver no Práxis. Mas está bom, voltei a me sentir útil, acho que contribuo um pouco na construção de um outro mundo.
Leio, durmo, acordo, telefone toca. É do olimpo, tenho que substituir um professor, penso logo em uma aula, afina em menos de 1h tenho que estar transmitindo conhecimento para alunos sedentos querendo absorver conhecimento para uma aprovação no vestibular.
Saio à rua, vejo que ainda é possível fazer calor, achei que nunca mais sentiria isso no RS. Vejo pessoas de camiseta, saia, bermuda, sol e vento norte. Maravilha, penso: ainda é possível viver no RS. Acredito que com a esquentada, matou um pouco do H1N1 presente em Santa Maria, chego em casa, vejo que o governo Yeda pode cair. Nossa, só belas notícias. Leio algumas coisas, vejo a previsão do tempo, nisso os meteorologistas afirmam esfriar novamente. Raiva. Odeio frio. Sento na sacada, em plena madrugada para curtir essa temperatura agradável, pois não sei quando isso ocorrerá novamente. Atualizo o twitter, penso em uma aula para amanhã. Converso com minha amiga Michelle, é hora de ler e dormir, amanhã será outro dia corrido, creio que com chuva e frio. É o RS e meu organismo não é preparado para habitar este estado. Resta dormir e sonhar com 30º , sol e uma leitura de Caio F na areia de uma praia deserta, apenas eu, Caio e as ondas. Espero pelo menos ter esse sonho.

sábado, 1 de agosto de 2009


Fiquei pensando se escreveria sobre a semana que está chegando ao fim ou não. Se escrever vou acabar reclamando, chorando e dizendo que minha vida é uma droga. Mas escrever sobre o que? Não saí, não vi pessoas, não escutei barulhos diferentes do que escuto em minha casa. Nem aula dei. Bom, para quem ainda não sabe, contraí a tão famosa gripe A. Esta que apavora todos. Eu não seria diferente.
Nem vou falar dos sintomas, o que eu senti, a sensação de tomar Tamiflu. Vou falar da sensação de ficar preso. Desde segunda não saio às ruas, nem recebo visitas. Algo terrível. Nunca passei por isso antes. Já tive, inclusive, internado em hospitais, mas pessoas podiam ir me ver.
Com isso, percebi o quanto é terrível a prisão, e quantos vivem nessa situação? Pois é, nunca imaginei ser tão terrível. A internet colaborou, consegui manter contato com amigos, porém não é a mesma coisa. Assisto TV, abro emails, escuto uma música leio e... nada mais. Não vejo nada de novo, não namoro, não escuto o barulho dos carros, não sinto o odor da poluição, não sujo meus tênis com borra de asfalto, não tomo um café fora de casa, nem escuto as piadas dos meus alunos. Uma semana que está acabando, porém não fica o sentimento de saudade. Férias são pra descansar, entretanto um passeio, uma volta, um cinema fazem parte de programas de férias normais e saudáveis.
Chega sábado, meu último dia de prisão. Domingo é dia de liberdade, de viver, de respirar. É momento de celebrar o rompimento dos laços que me prendem em casa. A previsão marca chuva, mesmo assim sairei às ruas, pois não posso pegar resfriado, já que, de gripe A, não morro mais.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Texto para os meus alunos do OLIMPO

Olá pessoal, estou em casa, pensando que amanhã teria um encontro com vocês. Infelizmente não poderei estar presente, pois estou como essa gripezinha idiota que surgiu para nos atormentar. Procuro estar sempre atualizado, então, até nas novas doenças procuro entender profundamente.

Galerinha, aproveitem essa semana de folga do gordo chato. Ninguém falará pra vocês que o texto tem que ser coerente com a proposta, que deve ser bem argumentado e deixar sempre claro o tema e a tese em todos os parágrafos. Embora eu incomode, gosto de todos, principalmente quando recebo os textos. Ah, gosto, também, daqueles que nunca me mandaram uma linha escrita.

Então, estou indo dormir, já que estou um pouco tonto. Falta um detalhe, o tema. Acharam que iriam se livrar do tema, né?! Nem pensar, não esqueçam que em janeiro teremos uma batalha, esta precisa ser vencida com muita garra. Vencerão os mais preparados. Na guerra chamada vestibular não adianta TAMIFLU, nem sorte, sairão vitoriosos os competentes. Assim o tema é: competência como meio de alcançar o sucesso.

Abraços e até a próxima semana.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Descumprimento total da proposta de atualizar esse blog todos os sábados. Foi-se, como visto não cumpri com o prometido. O final do semestre, o novo emprego e mais as outras atividades uniram-se para as não postagens. Claro que teve falta de vontade também.,Se quisesse daria tempo, porém a comodidade foi grande. Que vergonha, mas é a verdade.
Então, estou vivo, com frio e me preocupando, sim, com a gripe suína. Está matando e bem perto, porém terei que aprender a conviver com isso. É a mais nova realidade.
Minha vida não mudou muito nos últimos dias, nada de diferente. Ah, estou completamente sedentário e caseiro, faz muito tempo que não amanheço na rus. Também, com essa temperatura e a maldita gripe, já era, fico em casa mesmo. Neste momento em que escrevo estas bobagens, estou com uma garrafa de cachaça recebida de presente da Andressa e um prato de bolo de chocolate. O bolo está no fim, a cachaça também, prometo guardar a garrafa de lembrança, afinal veio de Minas.
Quanto aos filmes, assisti, nos últimos dias, dois, Crepúsculo e Marley e eu. O primeiro um drama/suspense horroroso que encanta adolescentes apaixonados. Na minha humilde opinião, horrível, peca inclusive nos efeitos especiais. Já o segundo, um filme lindo para um dia chuvoso e frio, aqueles para assistir com a família ou a namorada. Não me traz mensagem alguma, porém cumpri com o seu papel, fazer rir. Uma comédia diferente, mas com um final não muito comum neste gênero. Logo assistirei Estamira, recomendação e presente do meu colega Daniel. E quanto à leitura, nada?! Simmmmmmmm, estou lendo Leite derramado, do Chico Buarque. Não direi se estou gostando ou não, em breve comentários.
É isso, blog atualizado, agora me vou beber mais um pouco, comer e dormir.

sábado, 30 de maio de 2009

Não cumpri o prometido, pois neste sábado ainda não chegou nenhum texto neste blog. Mas, aqui estão algumas palavras. Sobrevivi à semana que passou, um horror, aulas chatas e muitas atividades. Quinta, tive uma das piores aulas da minha vida. Cheguei em casa “reinando”, após alguns minutos percebi que aquela “quase” aula serviu para alguma coisa. Refleti um pouco de tudo o que eu não quero fazer como educador. Não pretendo chegar em uma aula sem prepará-la, sem entrar na sala de aula sem um plano B, jamais pretendo exigir algo dos meus alunos que nem eu sei. Ser professor não é fácil, mas as criaturas que estão diante de nós não tem culpa de muitas vezes sermos incompetentes.
Em nenhum momento disse que não falharei como professor, entretanto prometo tentar fazer o melhor, uma vez que educandos esperam algo de mim. Assim, não é justo entrar em uma sala de aula e não saber o que fazer.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Santa Maria


Admito que quando me mudei para Santa Maria pensava ter vindo morar numa metrópole, quase capital. Quanta ignorância e ingenuidade. Santa Maria tem os mesmos problemas da minha ex-cidade, como: lixo na rua, vizinhos que cuidam a minha vida, tem cinema, mas os filme só chegam atrasados, meu partido político não é organizado e minha turma da faculdade é uma lenda. Isso mostra o quanto enganado eu estava, porém Santa Maria é uma cidade maior, com isso há mais oportunidades em todos os sentidos. Não nego que aprendi muito em SM, tive grande parte de minha formação, porém é uma cidade do interior, isso não nego mais.
Essa semana, SM me mostrou o quanto interiorana é. Estava caminhando na praça Saldanha Marinho e vejo uma confusão. Gritos, correrias, histerismos, cheguei a pensar que fosse uma briga generalizada ou um arrastão, não era, era a saída de Reynaldo Gianenchine do Thetro Treze de Maio. Claro, não é sempre que um ator global e galã vem a Santa Maria, mas não precisa tanta confusão, isso serviu para mim perceber que SM é sim uma cidade provinciana.
Também, essa semana está ocorrendo o festival de balonismo. A cidade está parada para ver os balões, pessoas com os pescoços em pé, porém pergunto, qual a parcela da população que terá a oportunidade de andar de balão? Eu não terei, creio que a maioria da população também não terá. Eis o pão e circo. Entretanto, amo SM, cidade que adotei como sendo minha.

sábado, 16 de maio de 2009

Conforme prometido, aqui estão alguns devaneios que possivelmente serão abstraídos. Chegou mais um final de semana, ainda bem, pois essa semana foi conturbada. Me superei, acordei cedo todos os dias, não dormi à tarde e à noite fiquei acordado até altas horas. Resultado disso? Muita canseira.

Chegou o inverno, há quem diz que no inverno as pessoas ficam mais bonitas, mais elegantes e bem vestidas. Até concordo, mas prefiro ver pessoas sujas e feias, pois frio, ninguém merece. Minha mãe adora, eu odeio. É terrível acordar de manhã e sentir o ar gelado, é horrível caminhar à noite e ver sair fumaça da boca. Penso nas pessoas que não possuem agasalhos. Inverno é a estação da tristeza, considero eu. Nublado, frio, árvores secas. Nada animado, até a cerveja fica, quase, ruim. Mas faz parte, moro no RS, tenho que agüentar. Enquanto isso, tomo meu chimarrão, ainda bem que os indígenas criaram essa bebida. Um dia me vou para o sudeste. Isso é só um devaneio, porém não quero abstrair.

Estou indo para mais uma aula no Práxis, penúltima neste intensivo. Já estou com saudades da turma que me sugeriu “onde se dá o Barroco”.

domingo, 10 de maio de 2009

Texto- retro-homenagem: Tente entender


Final de semana terminando, entre um papo e outro no MSN surge a ideia de postar algo no blog. Como quase nunca atualizo este espaço decidi dedicar um dia exclusivo pra postar algo. Será aos sábados. Isso, não implica que outros textos não podem ser postados em outros dias. Prometo me esforçar para todos os sábados haver algumas palavras postas.
Como disse no começo, mais uma semana se foi e outra começa. Sei que a semana começa no domingo, mas insisto que começa na segunda. A semana que passou foi positiva, testes, provas, trabalhos, encontros, Práxis nada de novo. Ah, novo sim, meu amigo Guilherme lançou um livro. Isto merece comemoração, pois não são todos os seres que lançam e tem as suas obras publicadas. Parabéns Guilherme Passamani.
Também, aconteceram coisas ruins, alguns desentendimentos e uma briga hoje com a Andressa, mas fazem parte do cotidiano.
Já que esse texto se transformou em uma retrospectiva, não era a intenção, o objetivo era escrever que escreverei pelo menos uma vez na semana sigo contando o que fiz. Ontem torrei todo meu dinheiro que ganhei de maneira suada trabalhando. Porém, não me arrependo, pois foi em um presente para a minha mãe. Nem todo o dinheiro do mundo paga o que essa mulher fez por mim. Linda, me agüentou oito meses em seu ventre, e já fazem 22 anos que me agüenta e diz que me ama. Lindona, uma das poucas pessoas que me ama de verdade. Então, dona Neusa, termino esse texto e essa semana com um grande e sincero clichê, dizendo-lhe: TE AMO, FELIZ DIA DAS MÃES. Realmente não sou criativo, mas a amo.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Vou fazer algumas considerações sobre a feira do livro de Santa Maria. Bom, olho muito mais do que compro, as opções não são muitas, mas encontro obras que me deixariam noites sem dormir devorando-as, mas como estudante desempregado só me resta olhar.Mentira, comprei um título do Paulo Freire e um manual da reforma ortográfica do desgraçado do Bechara (o trato assim porque ele foi uma das criaturas que esculhambaram com a nossa língua). Queria ter dinheiro para adquirir muitos outros. Vi que tem Caios 3D, meu sonho ter os três volumes, um dia terei. Outro livro que namorei, mas nem “peguei” foi Leite derramado, do Chico Buarque, queria muito, entretanto fica para um dia....
Entre coisas boas, encontro lixos como autoajuda e livros religiosos, o que mais têm, também, os mais vendidos. Vejo as pessoas mais consumindo comida do que livros, me espanto, ao mesmo tempo penso que comem porque um pastel é mais barato que um livro.
Saio da feira triste, já que não comprei o que queria. Ah, volto sexta para o lançamento do livro de um amigo. O autor chama-se Guilherme Passamani, este prometo comprar e ler o mais rápido possível. Logo farei comentários sobre a obra do Passamaini.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Ontem, começou mais um ano de atividades no Práxis. Embora tenhamos vários problemas, esse projeto sempre me motiva a participar, a colaborar e dar o melhor. Para mim, o Práxis é algo magnífico, pois podemos a prender e ajudar pessoas a tentarem uma vaga na Universidade. Lá, posso ver sonhos, sentimentos, angústias e, principalmente a força de vontade de muitos jovens e adultos. Sei de como era antes de conhecer esse projeto e como sou hoje. No quarto andar do prédio de apoio da UFSM vivi e, ainda, vivo excelentes momentos. Entre discussões, conversas, trabalho, garra surgem possibilidades de um outro mundo possível, de uma sociedade mais justa e que o ingresso ao ensino superior não seja algo restrito a ricos e brancos brasileiros.

Praxianos, sejam bem vindos e sucesso.

domingo, 19 de abril de 2009

Tento, mas parece impossível atualizar o blog. Aulas, Práxis, Movimento Estudantil, família, namoro, amigos. Isso toma o meu tempo. Quando chego em casa, sempre algo para fazer. Ler email, Orkut, estudar, trabalhos, apostilas. É a vida, mas pretendo me esforçar para atualizar este espaço.
Esse é um ano decisivo, pré-formatura, estou estudando mais do que nunca. Mas o que venho falar aqui não é sobre a minha vida, sim sobre alguns acontecimentos em Santa Maria.
Não nasci em Santa Maria, mas gosto daqui e considero-me um santa-mariense. Sempre achei, apesar de grande, uma cidade tranqüila. Saía a noite, voltava de madrugada. Nunca vi assalta e nada parecido. Eis que minha opinião muda drasticamente. Minha prima que mora no mesmo prédio que eu teve o seu apartamento invadido por um ladrão no mês passado. Na mesma noite um amigo foi espancado na rua e não assaltado, simplesmente espancado. Alguns dias depois, outro amigo foi espancado, também não foi assaltado, só espancado. Pelas características os ataques partiram do mesmo grupo. Sou de mais duas vítimas. Sexta, minha prima foi novamente atacada, dessa vez assaltada na rua. Foi de maneira cruel arrastada pelos ladrões na rua. Isso mostra a insegurança de Santa Maria. Esta cidade aos poucos está fazendo com que eu goste menos.
Espero mudar de opinião logo.

O perfume da vizinha

Pedro, estudante, 21 anos mora sozinho em um apartamento no centro de São Paulo. Como tem uma vida bastante agitada entre faculdade, estágio, movimento estudantil e namoro (sim, ele namora, arrumou uma namorada que gostasse de quase todas as coisas que ele) ele nunca soube bem quem são os seu vizinhos. Nunca participou de reunião de condomínio. As vezes encontra algum morador no elevador. Mas uma coisa ele tem certeza. No andar de baixo do seu, mora uma mulher, embora ele nunca tenha visto. Nem roupas no varal ele conseguiu enxergar para confirmar. Mas ele tem certeza, é uma mulher.
Ele sabe que é uma mulher pelo cheiro, usa um perfume adocicado, que da sua casa ele sente aquele odor que lhe tira a concentração, o sono e desperta-lhe os mais belos desejo. Ele a quer, mesmo sem saber se é morena, loira, baixa, alta, gorda ou magra. Ele a quer, quer sentir e se deliciar com o cheiro do seu perfume. Cheiro que ele não sabe bem do que é, mas adocicado.
Já chegou a pensar que o cheiro era de um incenso, já que era forte. Um dia, Pedro entrou no elevador sentiu uma sensação estranha, porém deliciosa, o cheiro estava no ambiente. Ele não queria mais sair daquele elevador, era algo que o dominava. Então, percebeu que realmente se tratava do cheiro de um perfume. Saiu e perguntou para o porteiro se alguém tinha passado por ali antes dele, o funcionário lhe disse que a moradora do 201 recém tinha decido. Teve a certeza. Agora só precisava conhecer pessoalmente a vizinha que possuía o melhor cheiro do mundo, assim que ele pensava, “o melhor cheiro do mundo”. Retornou ao elevador. Mentiu para o porteiro que tinha esquecido um trabalho, na verdade queria voltar para sentir o cheiro que o estava dominando. Subiu até o último andar e voltou ao térreo três vezes. Até que percebeu que estava atrasado para a prova. Saiu correndo, o ônibus já tinha partido. E agora o que fazer? Pegou o próximo, chegou atrasado na universidade e o professor não o deixou fazer a prova. Pensou, refletiu e concluiu que tinha valido a pena perder a prova, pois tinha tido a oportunidade de sentir o cheiro da vizinha por mais uns minutos. O melhor cheiro do mundo.
Voltou para casa, nunca voltar para o lugar onde morava tinha sido motivo de tanta euforia para Pedro como nos últimos dias. Lá ele poderia sentir sempre o cheiro. Entrou na sala da sua casa e o seu celular estava tocando. Era Luiz, seu colega:
- Pedro você não virá para a reunião da gestão?
- Estou com muita dor de cabeça. Pedro mentiu. Nunca tinha faltado uma reunião do movimento estudantil. Na verdade não era dor de cabeça, Pedro tinha esquecido. Tudo no mesmo dia, perdeu o ônibus, com isso a prova. E depois esqueceu da reunião. Notou que sua vida estava mudando, o perfume da vizinha estava transformando a sua rotina. Tudo valia à pena, já que era o melhor perfume do mundo.
Pedro deitou-se para ler, escolheu Crime e Castigo, de Dostoievski. Era a primeira vez que lia o autor russo. Porém, não consegui concentrar-se na leitura. Estava sentindo falta do cheiro. O odor tinha desaparecido. Com isso, Pedro sentiu-se incomodado, como se fosse uma espécie de crise de abstinência. Queria sentir aquele cheiro, o cheiro que não conseguia decifrar do que era, só sabia que era o cheiro do perfume da vizinha. O melhor do mundo.
Passou-se algumas horas, até que o esperado voltou. Sentiu, Pedro, do seu quarto o cheiro que tanto esperava. Sensação de alívio, parecia algo melhor do que beber água após horas de caminhada ao sol. Estava realizado. Camila, a sua namorada chegou. Beijou-o. Sentiu que estava ocorrendo algo diferente com o seu namorado. Perguntou se ele estava bem, Pedro respondeu que estava com uma enorme dor de cabeça, não podia contar para a sua amada que estava apaixonado não pela vizinha, sim pelo cheiro do seu perfume.
Pedro e Camila assistiram tevê, namoraram e foram dormi, porém a transa daquela noite não foi como as outras, Pedro parecia perturbado. Camila o indagou, porém não conseguiu descobrir o que se passava com o seu amado. No outro dia, Camila foi para a sua aula de natação, Pedro ficou em casa, queixando-se novamente de dor na cabeça. Levantou-se e foi tomar café, na cozinha sentiu o cheiro. Foi uma sensação tão boa, que chegou a ser melhor que orgasmo da noite anterior. Com isso, o apaixonado pelo odor do perfume resolveu tomar uma decisão, terminaria o seu namoro e se declararia para a vizinha. Essa seria a mais difícil decisão tomada por Pedro.
No outro dia, Pedro chamou Camila e explicou tudo. Terminou o relacionamento que existia há quatro anos. Camila arrasada, não entendeu como o seu namorado tinha se apaixonado por outra pessoa em tão pouco tempo. Ele explicou que não estava apaixonado pela vizinha, era o perfume o encantava. Camila, mais braba ficou. Pedro desceu as escadas, nervoso, tocou a campainha. Ela atendeu. Era uma jovem que aparentava ter uns 25 anos. Estava perfumada. Pedro explicou o motivo da visita e se declarou. Ficou confuso, não sabia se declarava-se para a moça ou para o cheiro do perfume. Foi nisso, que ela começou a dar risada. Sentiu-se lisonjeada. E informou que foi uma pena isso acontecer só agora, pois ela estava indo passar um ano em Amsterdã. Pegaria o voo em poucas horas. Pedro quase desmaiou. Foi para casa, chorou, gritou, quebrou um cinzeiro. Jogado no chão lembrou-se que tinha todas as suas economias guardadas. Todo o dinheiro que juntou recebendo mesada do seu pai. Assim, decidiu arrumar, rápido, uma mala. Só com roupas e objetos necessários. Foi para o Aeroporto e comprou uma passagem para a Holanda. Abandonou o estágio, a faculdade. Largou tudo no Brasil e rumou à Europa. Em busca do perfume da vizinha. O perfume adocicado. O melhor perfume do mundo.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Ainda estou vivo

Estou há mais de uma semana sem atualiza o blog, é por falta de tempo mesmo. Toda a minha rotina retornou, aulas, leituras, trabalhos, reuniões, movimento estudantil, atos... O tempo que me sobra só penso em dormir. Ah, estou atado também, devido às minhas dores tenebrosas e intermináveis nas pernas estou fazendo um tratamento com umas meias que parecem mais com meias calças. Algo terrível, além de ridículo. Mas estou (pelo menos tentando me acostumar).
Essa semana começou o “nossas expressões”, festival de cultura promovido pelo DCE da UFSM. Lindo, correria total, pessoas esgotadas, pessoas se estressando, porém tudo isso faz parte da organização de qualquer evento, ainda mais um mega evento construído por alguns amigos meus. O DCE, além de promover o maior festival da história do “nossas expressões”, ainda propôs fazê-lo o mais eclético possível.
Ao chegar hoje no campus, tive uma surpresa (boa), haviam vários indígenas. Vieram mostrar sua cultura e conhecimento para os jovens universitários. Percebi olhares e preconceitos entre alguns acadêmicos, mas isso é normal pra os seres que se acham superiores. Coitadas destas criaturas, os jovens.
Então, ainda to vivo, vou tentar atualizar mais seguido este blog, com as experiências, observações e devaneios dos meus dias.

Daqui alguns dias terá publicado aqui alguns contos escrito por este pobre estudante que, ainda, acha que o socialismo é possível. Que um outro mundo é possível.

sexta-feira, 13 de março de 2009

CTGay

Faca na bota ou flor na boca? Qual o comportamento de um macho genuíno no âmbito do MTG (Movimento Tradicionalista Gaúcho)?
A polêmica em torno da representação da masculinidade nos CTG's reacendeu em função de um artigo assinado pelo tradicionalista Ademir Canabarro, que, dentre outros laivos de insensatez, registra o "avanço assustador da homossexualidade". Polêmico, mal redigido, impregnado de clichês e de anomalias conceituais, o artigo do citado tradicionalista é o retrato fiel do retrocesso numa época em que tanto se fala nas igualdades sociais, no direito à expressão dos gêneros sexuais e na diversidade cultural como pontos saudáveis à vida humana. O Movimento Tradicionalista Gaúcho sabe que, enquanto existir, terá que lutar com unhas e dentes para impor a adesão ou a simpatia à sua causa, já que seu referencial ideológico é fascista, sexista, teologal, patriarcal, reprodutivista, racista e eugenista. Qualquer pessoa com o mínimo de esclarecimento sobre a história do Rio Grande do Sul sabe que o MTG, mediante acordos oriundos de uma facção de extrema direita, implantou no Rio Grande do Sul práticas culturais inventadas e se infiltrou nas estruturas do poder político através da militância dos CTG's que, ainda hoje, são verdadeiras arenas políticas disfarçadas sob o manto dócil da tradição, uma tradição que nunca existiu. Na época do regime militar brasileiro, a proximidade entre os militares e os CTG's foi crucial porque serviu a ambas instituições. Os CTG's administravam aos seus integrantes o discurso do ordenamento e da subserviência ao militarismo e a aceitação passiva da política sanguinária das décadas de 1960 e 1970; os militares, por sua vez, permitiam que os CTG's fossem os únicos clubes a manter atividades "culturais" longe dos olhos do sistema. Homossexualismo existe em todos os lugares do mundo, em quartéis, igrejas, no futebol, em empresas e escolas. Por que não existiria nos CTG's? Será que o Sr. Canabarro pensa que, pelo fato de terem sido criados alegórica e fantasiosamente, os CTG's não podem apresentar situações vividas no mundo real? Certos trechos do artigo escrito pelo tradicionalista revelam um barbarismo de pensamento que deixariam perplexos até os xiitas mais ortodoxos. É o caso desta pérola: "Homem acasala com mulher e mulher acasala com homem! Da mesma maneira que cavalo cobre égua e não cavalo". Belíssima comparação! Só faltou o Sr. Canabarro dizer - mediante um reducionismo que perpassa cada palavra do seu artigo - que homens pensam como cavalos e mulheres como éguas! A comparação até poderia virar letra de alguma música apologética (do tipo que os cetegistas tanto prezam), as quais exaltam o heroísmo, a bravura e a hombridade como os únicos atributos que alguém deve possuir para não ser confundido com esterco. Não pretendo aqui fazer a defesa dos agredidos. Sou completamente antissexista,do tipo que acabaria com a divisão entre banheiros masculinos e femininos. Assim, encaro como uma pobreza de espírito e de presença humana criar clivagens sociais que levem em conta o que as pessoas fazem com seu corpo na intimidade de suas práticas sexuais. Com seu retrógrado artigo, o Sr. Canabarro pretende referendar a idéia de que se adote, no âmbito dos CTG's, uma expressão simulada da masculinidade, simplesmente porque ela convém à manutenção do estereótipo do "macho". Do alto de um intelecto formado por dois neurônios heterossexuais, o Sr. Canabarro revela-se um desconhecedor das teorias mais atualizadas sobre questões relativas ao gênero e às performances sexuais, as quais privilegiam o caráter interacional, social e psicológico da construção de uma identidade sexual. Erroneamente, e sem qualquer fundamento tolerável, o Sr. Canabarro acredita que a "macheza" do ambiente dos CTG's é um legado histórico da cultura do RS. Que grande bobagem! Que aviltante constatar que muitas pessoas ligadas aos CTG's (as quais pensam que cultivam as raízes da cultura sulina) são as que mais desconhecem a história do Rio Grande do Sul. É inadmissível, segundo expressa o Sr. Canabarro, que os peões cetegistas homossexuais se expressem feito dóceis corcéis numa cavalgada graciosa, pois, segundo manda o protocolo do macho exemplar, eles devem agir feito machosbufaloseretos, machúfalos de peito estufado que não comem o mel pois mastigam a abelha. O temor do citado tradicionalista é que a presença de homossexuais nos CTG's imploda o modelo autoritário, esquemático e medieval que estrutura essas irmandades fundamentalistas que, além de cultivarem aparências, agem mediante o patrulhamento da intimidade das essoas e impedem que apareça uma história e uma tradição gaúchas que não estejam sob suas rédeas. Tomem cuidado, portanto, os machúfalos de plantão, pois bagos de touro costumam ser muito apreciados até mesmo por cetegistas.

Clóvis Da Rolt

Novas impressões.

Já escrevi aqui sobre as impressões que tive nos primeiros dias de aula. Pois é, hoje fechou a primeira semana. Ótima. Claro, não vou dizer que foi ruim, até porque não foi. Já tenho textos para ler, obrinhas literárias, e trabalhos nada anormal. Anormal é a nova vila do RU. No semestre passado eram duas, uma para comprar crédito, outra para adentrar no restaurante. Eis agora que surge a terceira, criou-se a fila de saída. Digo, “a UFSM é tão criativa!!!”. A nova fila é resultado do novo depósito de copos usados que foi posto no RU. Facilita na separação do lixo, mas para quem está com pouco tempo dificulta, já que agora são três filas para nós pobres que precisamos do restaurante universitário para não passarmos fome.
Outra novidade são novas professoras, uma não é nova no curso, mas a primeira vez que tive a oportunidade de ser aluno. Pena, a melhor professora de lingüística que tive. Fora, acho eu, umas quatro. Essa, sem dúvida, é a que melhor vai tentar me ensinar um pouco sobre a língua. Outra é a do estágio, nossa.................... No semestre passado tive muitos problemas com a minha orientadora. Não funcionou direito, não nos acertamos. Foram discussões, chingamentos até que finalmente concluí o primeiro estágio. A nova, mais calma, mais compreensiva e, acredito, mais criativa para me ajudar a preparar aulas. A nova professora é menos performática também, a outra parecia fazer contorcionismos no momento em que falava. Horrível.
Outras coisas a UFSM continua a mesma. Professores que não aparecem (fazendo eu gastar no mínimo duas passagens), mal atendimento nas secretárias do curso, bares caros e com comidas terríveis. Tudo isso sobrevivo e mantenho minha paciência. Agora, ver os guascas universitários fantasiados vendendo convites para festas “Cult-gauchescas” já é demais. Isso não controla minha pouca paciência. É ridículo ver criaturas em uma carreata, com mocinhas para fora dos carros (acenam, coitadas, é a oportunidade de se acharem misses) e, pior ainda, a carreata é puxada por uma charrete com agros em cima. Nossa, a coisa mais escrota que já vi na universidade. Prefiro pensar que é um carnaval fora de época já que, estas criaturas usam fantasias (bota, bombacha, chapéu). Isso que ainda não falei da trilha sonora do evento. Só os melhores sucessos da música guasca. Aquelas com refrões tipo “ajoelha e chora, ajoelha e chora...” como esse povinho me irrita. Quanto a essas coisas sou preconceituoso mesmo. Mas tenho certeza, que meu preconceito por eles é bem menos do os que eles sentem por grande parte da sociedade. Gente homofóbica, machista...
Voltando, já circulam nos carros de funcionários e professores adesivos com as chapas para a reitoria. É ano de eleição. O processo que vai eleger o novo reitor será no meio do ano. Mas como a briga promete ser de “cachorro grande” a campanha eleitoral já está tomando conta da comunidade. A coisa promete. Porém, duas candidaturas de direita, reacionárias e conservadoras. Minha opção? Votarei, pela primeira vez, em branco.
É só o começo de mais um semestre deste humilde estudante que almeja ser, pelo menos, professor de uma escola de periferia.

quarta-feira, 11 de março de 2009

o começo


Segunda-feira começaram as aulas, para quem leu o post anterior sabe. Toda a rotina voltou ao norma. Acordei cedo, tomei café, coisas que eu não fazia há um bom tempo. Passei as férias sem saber se o alimento que eu comia ao acordar era café da tarde ou almoço, pois da manhã não seria, já quer sempre eram em torno das 15hs. É dormia mesmo. Meu esporte predileto, pena que não perco alguns quilinhos em nem ajuda a diminuir mia hipertensão. Dormi a semana inteira até a tarde, não sei mais quando vou pode fazer. Enquanto isso aula, labuta.
Saí de casa, já com saudades de campus, foram as primeiras férias que senti vontade de retornar às aulas, afinal, nunca tinha tido quase três meses de recesso. Voltando, ao texto, no ônibus comecei a observar a paisagem, pra ver se algo tinha mudado. Poça coisa. Um Shopping que está há mais de uma década para ser inaugurado está sendo quase finalizado. Escutei dizer que vai abrir em poucos dias (um novo espaço para a elite guasca santa-mariense se divertir). Um autdoor de sindicatos pedindo o impechetman da governadora. Deveriam ter muito mais, pois as atrocidades do governo Yeda nem se comparam com a quantidade de placas postas na região central. No campus novidades. Parada de ônibus pintada (quanta evolução). Novas máquinas de acesso ao RU(em vez de fazerem logo um novo restaurante, ficam criando novas tecnologias). Ah, um novo detector de livros roubados também foi inaugurado na biblioteca (só coisas ótimas, por favor, prefiro dar risada).

Porém, a maior mudança sem dúvida foi no estilo da universidade, pela primeira vez vi vários negros no RU. Isso, as políticas afirmativas que reservam vagas para afro-descendentes foram implementadas. Com isso, percebemos o quanto é justo e lindo ver a UFSM mudando, novas cores, mais diversidade. Esta mudança positiva, valeu pelas outras que não ocorreram no decorres das férias. É isso, uma UFSM mais democrática e mais igualitária.