terça-feira, 11 de agosto de 2009

Práxis


Hoje cheguei ao Práxis apenas para entregar o aparelho DVD para a Camila, porém só saí de lá quando as aulas terminaram. Fiquei entretido, conversando com educandos, educadores. Escutei seus anseios, não que eu possa resolve-los, mas os escutei. Debatemos sobre a lei que proíbe o fumo em locais públicos em SP, falamos de drogas e as hipocrisias da sociedade. Nas aulas de redação, geralmente sou eu quem proponho assuntos e debates. Hoje foram os alunos que propuseram e esporam suas opiniões e pensamentos. Achei ótimo, como também gostei muito de ter ido lá e ficado mais tempo. Saí convencido que o 4º andar do prédio de apoio da UFSM é a melhor escola que já requentei e ainda freqüento. Foi o local que dei minha primeira aula, local que me inseri na política do movimento estudantil, foi neste espaço que fiz grandes e verdadeiras amizades, foi esse o local que me formou gente e menos hipócrita.
Voltando, conversei com outro grupo de educandos, nunca tinha debatido qualquer assunto com estes, foi em uma roda de chimarrão na sala do antigo DA da história. Percebi que são seres sonhadores, realistas e que pensam em um futuro melhor para si e suas famílias. Jovens, estudantes, lutadores, pessoas trabalhadoras que constroem este país.
Dei mais uma volta e encontrei ex-conhecidos, ex-educandos, abraços, desejo boas vindas, ou melhor, bom retorno. Fico feliz por não desistirem, continuam lutando e sonhando. Alguns me perguntam se estou dando aula, dói, entretanto digo que não. Explico que o tempo passa e que novas pessoas devem assumir as atividades docentes. É duro, afinal foi no Práxis a minha primeira aula, a aula tímida sobre realismo, tremia, foi o começo de tudo. Digo que faço parte apenas da coordenação do projeto, escuto um ahhhhhh, noto que não fui um mau educador, pode ter sido apenas a impressão.
Abraço estas pessoas e vejo sair da sala um ex-educando, que não é mais educando, agora volta ao 4º andar para ser educador. Fico emocionado, pois alguma coisa conseguimos plantar, mesmo que timidamente. É muito bom ver um ex-aluno tornar-se colega, pois vejo que este acredita e retribui ao projeto. As aulas reiniciam, todos e todas voltam as suas respectivas salas de aula, eu retorno a coordenação e reflito sozinho. Foi bom ter ido levar o DVD na noite de hoje, foi bom ter ido ao Práxis. É maravilhoso fazer parte deste projeto, pois é a maneira que encontrei de não desistir de acreditar em um outro mundo possível. Valeu Práxis.

domingo, 9 de agosto de 2009

Acabo de ter um final se semana tempestuoso meteorologicamente, porém alegre emotivamente. Depois de um tempo envolvido no trabalho, militância e saúde não tão boa retornei à vida social. Mesmo com chuva saí, tenho amigos que me acompanham em indiadas. O frio e chuva intensa não nos desanimaram. Primeiro uma janta, com muita risada, papos. Depois, fomos testas as habilidades de cada integrante da katrefa no jogo de sinuca. Claro, o pior jogador sou eu. Já era esperado. O primeiro lugar nem vou comentar. Amiga Nescal, você me surpreendeu muito. Não sabia que você dominava este jogo. Rimos muito, na maioria das vezes, os motivos das risadas foram as minhas jogadas, ou melhor, as minhas não jogadas. Quem sabe um dia aprendo.
Já o domingo foi comum, chuva, frio, nada me fez sair de casa, passei praticamente o dia dialogando com o meu travesseiro, abraçado nas cobertas. Agora estou terminando de corrigir mais alguns textos. Tomo café, como chocolate e penso sobre a semana que começa. Mudanças estão previstas, espero que ocorram, que tenha sol e tempo menos frio. Que os dias deste agosto sejam mais belos, que notícias boas cheguem e que meu humor, o bom, volte.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Retorno e a espera de um sonho

Voltei à rotina normal. Aulas, Práxis, rua, contas a pagar. E que rotina! Correria total, muitas aulas para preparar, muitas aulas para serem dadas e muitos problemas para resolver no Práxis. Mas está bom, voltei a me sentir útil, acho que contribuo um pouco na construção de um outro mundo.
Leio, durmo, acordo, telefone toca. É do olimpo, tenho que substituir um professor, penso logo em uma aula, afina em menos de 1h tenho que estar transmitindo conhecimento para alunos sedentos querendo absorver conhecimento para uma aprovação no vestibular.
Saio à rua, vejo que ainda é possível fazer calor, achei que nunca mais sentiria isso no RS. Vejo pessoas de camiseta, saia, bermuda, sol e vento norte. Maravilha, penso: ainda é possível viver no RS. Acredito que com a esquentada, matou um pouco do H1N1 presente em Santa Maria, chego em casa, vejo que o governo Yeda pode cair. Nossa, só belas notícias. Leio algumas coisas, vejo a previsão do tempo, nisso os meteorologistas afirmam esfriar novamente. Raiva. Odeio frio. Sento na sacada, em plena madrugada para curtir essa temperatura agradável, pois não sei quando isso ocorrerá novamente. Atualizo o twitter, penso em uma aula para amanhã. Converso com minha amiga Michelle, é hora de ler e dormir, amanhã será outro dia corrido, creio que com chuva e frio. É o RS e meu organismo não é preparado para habitar este estado. Resta dormir e sonhar com 30º , sol e uma leitura de Caio F na areia de uma praia deserta, apenas eu, Caio e as ondas. Espero pelo menos ter esse sonho.

sábado, 1 de agosto de 2009


Fiquei pensando se escreveria sobre a semana que está chegando ao fim ou não. Se escrever vou acabar reclamando, chorando e dizendo que minha vida é uma droga. Mas escrever sobre o que? Não saí, não vi pessoas, não escutei barulhos diferentes do que escuto em minha casa. Nem aula dei. Bom, para quem ainda não sabe, contraí a tão famosa gripe A. Esta que apavora todos. Eu não seria diferente.
Nem vou falar dos sintomas, o que eu senti, a sensação de tomar Tamiflu. Vou falar da sensação de ficar preso. Desde segunda não saio às ruas, nem recebo visitas. Algo terrível. Nunca passei por isso antes. Já tive, inclusive, internado em hospitais, mas pessoas podiam ir me ver.
Com isso, percebi o quanto é terrível a prisão, e quantos vivem nessa situação? Pois é, nunca imaginei ser tão terrível. A internet colaborou, consegui manter contato com amigos, porém não é a mesma coisa. Assisto TV, abro emails, escuto uma música leio e... nada mais. Não vejo nada de novo, não namoro, não escuto o barulho dos carros, não sinto o odor da poluição, não sujo meus tênis com borra de asfalto, não tomo um café fora de casa, nem escuto as piadas dos meus alunos. Uma semana que está acabando, porém não fica o sentimento de saudade. Férias são pra descansar, entretanto um passeio, uma volta, um cinema fazem parte de programas de férias normais e saudáveis.
Chega sábado, meu último dia de prisão. Domingo é dia de liberdade, de viver, de respirar. É momento de celebrar o rompimento dos laços que me prendem em casa. A previsão marca chuva, mesmo assim sairei às ruas, pois não posso pegar resfriado, já que, de gripe A, não morro mais.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Texto para os meus alunos do OLIMPO

Olá pessoal, estou em casa, pensando que amanhã teria um encontro com vocês. Infelizmente não poderei estar presente, pois estou como essa gripezinha idiota que surgiu para nos atormentar. Procuro estar sempre atualizado, então, até nas novas doenças procuro entender profundamente.

Galerinha, aproveitem essa semana de folga do gordo chato. Ninguém falará pra vocês que o texto tem que ser coerente com a proposta, que deve ser bem argumentado e deixar sempre claro o tema e a tese em todos os parágrafos. Embora eu incomode, gosto de todos, principalmente quando recebo os textos. Ah, gosto, também, daqueles que nunca me mandaram uma linha escrita.

Então, estou indo dormir, já que estou um pouco tonto. Falta um detalhe, o tema. Acharam que iriam se livrar do tema, né?! Nem pensar, não esqueçam que em janeiro teremos uma batalha, esta precisa ser vencida com muita garra. Vencerão os mais preparados. Na guerra chamada vestibular não adianta TAMIFLU, nem sorte, sairão vitoriosos os competentes. Assim o tema é: competência como meio de alcançar o sucesso.

Abraços e até a próxima semana.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Descumprimento total da proposta de atualizar esse blog todos os sábados. Foi-se, como visto não cumpri com o prometido. O final do semestre, o novo emprego e mais as outras atividades uniram-se para as não postagens. Claro que teve falta de vontade também.,Se quisesse daria tempo, porém a comodidade foi grande. Que vergonha, mas é a verdade.
Então, estou vivo, com frio e me preocupando, sim, com a gripe suína. Está matando e bem perto, porém terei que aprender a conviver com isso. É a mais nova realidade.
Minha vida não mudou muito nos últimos dias, nada de diferente. Ah, estou completamente sedentário e caseiro, faz muito tempo que não amanheço na rus. Também, com essa temperatura e a maldita gripe, já era, fico em casa mesmo. Neste momento em que escrevo estas bobagens, estou com uma garrafa de cachaça recebida de presente da Andressa e um prato de bolo de chocolate. O bolo está no fim, a cachaça também, prometo guardar a garrafa de lembrança, afinal veio de Minas.
Quanto aos filmes, assisti, nos últimos dias, dois, Crepúsculo e Marley e eu. O primeiro um drama/suspense horroroso que encanta adolescentes apaixonados. Na minha humilde opinião, horrível, peca inclusive nos efeitos especiais. Já o segundo, um filme lindo para um dia chuvoso e frio, aqueles para assistir com a família ou a namorada. Não me traz mensagem alguma, porém cumpri com o seu papel, fazer rir. Uma comédia diferente, mas com um final não muito comum neste gênero. Logo assistirei Estamira, recomendação e presente do meu colega Daniel. E quanto à leitura, nada?! Simmmmmmmm, estou lendo Leite derramado, do Chico Buarque. Não direi se estou gostando ou não, em breve comentários.
É isso, blog atualizado, agora me vou beber mais um pouco, comer e dormir.

sábado, 30 de maio de 2009

Não cumpri o prometido, pois neste sábado ainda não chegou nenhum texto neste blog. Mas, aqui estão algumas palavras. Sobrevivi à semana que passou, um horror, aulas chatas e muitas atividades. Quinta, tive uma das piores aulas da minha vida. Cheguei em casa “reinando”, após alguns minutos percebi que aquela “quase” aula serviu para alguma coisa. Refleti um pouco de tudo o que eu não quero fazer como educador. Não pretendo chegar em uma aula sem prepará-la, sem entrar na sala de aula sem um plano B, jamais pretendo exigir algo dos meus alunos que nem eu sei. Ser professor não é fácil, mas as criaturas que estão diante de nós não tem culpa de muitas vezes sermos incompetentes.
Em nenhum momento disse que não falharei como professor, entretanto prometo tentar fazer o melhor, uma vez que educandos esperam algo de mim. Assim, não é justo entrar em uma sala de aula e não saber o que fazer.