sábado, 10 de abril de 2010

- Tive mais uma semana corrida e com problemas. Além de ter aumentado o trabalho, minha mãe adoeceu e foi internada mais uma vez. Com isso, fui obrigado a cumprir uma das promessas feitas no dia 31 de dezembro de 2009, dormir menos. Eu me superei, quinta foi a noite em que eu mais dormi nessa semana, apenas quatro horas. Certo, já estou acostumando com isso tudo.

  - Ontem, enquanto chorava de tanta canseira, uma ligação me reanimou, meu afilhado de sete anos me ligou pra contar que recebeu o seu primeiro boletim, todas as suas notas foram dez. Deis os parabéns e disse pra continuar assim, jamais seguir o exemplo do padrinho.

  - Olho novela e gosto, muitos me criticam por isso, falam que novela não é cultura, jogo de futebol é? Tenho quase certeza que autores desse tipo de crítica já deram uma olhadinha em alguma telenovela.

           
            Fui, descansar é preciso, tentarei postar algo mais decente essa semana. Ah, sorte é para os fracos.
           
            

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Sorte é para os fracos

            Essa semana foi uma das mais cansativas que já tive. Durante cinco dias consecutivos, tive duas ou três horas de sono por noite. O motivo de tudo isso, é o meu novo trabalho. Mas é bom, estou gostando, freelas sempre são bem vindos. Costumo dizer que sorte é para os fracos, pois os fortes vencem através da luta, da batalha, da garra, isso eu sempre fiz, já que nunca contei com a sorte. Esse é um dos motivos de eu ter me entregado à labuta essa semana.
            Não me considero um fracassado, nem tenho o direito de pensar ou afirmar algo próximo a isso, porém não me considero alguém de sorte. Isso não é um paradoxo? Com certeza não. Sortudo é o cara que sonha, joga o número sonhado no bicho de leva para casa uma grana sem nenhum esforço. Outro exemplo, é a criatura que opta por entrar na maior fila do supermercado, mas algo difícil de explicar ocorre, a fila é a que se move mais rapidamente. Sorte, também, é o ser que tem como opções marcar numa questão V ou F, não tem nem ideia da resposta correta, então fecha os olhos, chuta e acerta.
            Comigo tudo é diferente, posso jogar inúmeras vezes o mesmo número, mas no dia que esqueço de jogar, o bicheiro anuncia o tal número. Se não sei uma alternativa, já a considero como um ponto a menos, pois certamente chutarei na resposta errada. Isso não é ser fracassado, mas alguém desprovido de sorte.
            Então, sempre que tenho uma oportunidade a agarro, luto, não me intimido com os obstáculos e se alguém me invejar, sinto muito, vá guerrear. Sorte é para os fracos. Seres que não têm a capacidade de buscar de maneira aguerrida os seus objetivos, só podem contar com a sorte. Eu como não a tenho, peleio até o fim, mesmo que não vença, mas certamente tentarei. Sorte é para os fracos, os fortes lutam e, às vezes, vencem. 

segunda-feira, 22 de março de 2010

            Um amigo sempre diz que “felicidade não existe, o que há são momentos felizes”. Por muito tempo, não acreditei e discordei dessa afirmação. Porém, minha opinião mudou. É muito engraçado, pois muitas vezes, não percebemos que estamos numa fase bacana da vida, não percebemos que tudo parece dar certo. Isso só vem a nossa mente quando obstáculos surgem, quando sua vida começa a ser devassada e problemas vêm como uma enxurrada.
            Por isso, começo a notar a felicidade nos meus dias, quando acordo com saúde, tenho o que necessito, a oportunidade de estudar e aprender, além disso surge a oportunidade de trabalhar num lugar bom, não dá pra reclamar. Assim, acho que estou num momento feliz.  Muitas vezes nos perguntamos onde está a felicidade, aprendi que está nos momentos em que não estamos aborrecidos e sem graves problemas.
            Ela, a felicidade, existe. Temos que procurá-la e tentar manter os bons momentos. 

domingo, 14 de março de 2010

Semana terminando, uma confusão geral tomou conta da minha vida. Coisas boas estão acontecendo. Muito trabalho, muito estudo, muitas coisas boas estão ocupando o meu tempo. Bom restinho de domingo, deixo aqui uma frase da poeta Cora Coralina.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Bravo, um pouco, tendenciosa.

            No final de semana passado, li uma matéria, da Revista Bravo sobre a relação e amizade entre o escritor colombiano Gabriel Garcia Márques e o ex-presidente cubano Fidel Castro. No começo do texto, achei tudo lindo, aquelas reportagens que faz você reler várias vezes, inclusive tuitei algo sobre isso. Porém, ao ler mais parágrafos, percebi um certo tom de parcialidade no texto feito por André Lahóz. Pois, o autor da reportagem chama o ex-presidente cubano de ditador inúmeras vezes, desde o título que é O escritor e o Ditador.
            Depois disso, a matéria apresenta um tom de crítica ao regime cubano, com a ideia de que mesmo comandando um regime ditatorial o escritor de Cem Anos de Solidão acreditava e concordava com Fidel Castro. Seguindo a mesma lógica, o texto seguinte, na mesma revista, produzido por Sérgio Rodrigues também faz várias críticas a relação entre um escritor renomado e um ditador.
            Entretanto, em nenhum momento os editores da revista tentaram explicar os motivos pelo qual Gabu, como Garcia Márques era conhecido, era amigo de Fidel Castro. Na reportagem, não há referências de possíveis respostas do autor colombiano.
            Reproduzo um trecho do texto que afirma que o vencedor do Nobel da literatura compactua com regimes que não aceitam a opinião pública, além de gerar mortes.

Admirador de primeira hora de Fidel Castro e seu amigo desde meados dos anos 1970, o escritor ilustre veio a se tornar também seu maior avalista internacional - disparado - à medida que o efeito a longo prazo do bloqueio comercial a Cuba e os novos ares políticos do mundo foram convertendo o ex-líder revolucionário romântico num dinossauro político. Essa amizade custou caro ao conceito de Gabo em certos círculos. Sem esconder sua condição de fã, Gerald Martin encara o tema, mas mesmo assim levou cascudos da maioria dos críticos por se abster de julgar seu personagem, jamais se declarando contra um apoio polêmico que não foi retirado nem quando, no episódio dos fuzilamentos de presos políticos cubanos em 1989 - entre eles um amigo de Gabo, o general Arnaldo Ochoa - o mundo intelectual lhe desabou em cima. O ex-amigo e depois inimigo do peito Mario Vargas Llosa deu-lhe um cruel apelido, que pegou: "Lacaio de Fidel". Natural: será sempre alto - e justo - o preço pago por um artista de peso ao endossar um regime ditatorial que passa sentenças de morte por crimes de opinião. Isso não quer dizer que não haja um tipo de coerência na posição de Gabo - e isso o livro de Martin expõe com clareza, ainda que com economia de adjetivos. Os fatos não são menos eloquentes por serem "autorizados".
            Será que é tão complicado conseguir fontes para saber os motivos reais do apoio de Gabriel Garcia Márques a Fidel Castro? Em algum momento o escritor pôde deixar clara a sua opinião? Com o renome, qualidade e inteligência, o colombiano certamente tem motivos para acreditar num regime, não apenas por amizade à família Castro.
            É ruim apresentar uma opinião sem justificar, sem deixar claro ao leitor os reais motivos que levam uma pessoa a tomar determinadas atitudes. A revista Bravo é uma das melhores existentes, hoje, no Brasil. Pois apresenta temas como literatura, cinema, artes plásticas. Entretanto, acho que a matéria sobre a ligação de Gabriel Garcia Márques com Fidel Castro tem um pouco de parcialidade e, não menos, tendenciosa. 

quarta-feira, 3 de março de 2010

A cor púrpura

Sábado, assisti “A cor púrpura”, de Steven Spilberg, baseado no romance da escritora Alice Walker. Filme de 1985, cujo conteúdo não tem nada de ficção científica. É um enredo pesado, trama violenta, mas que retrata um problema real enfrentado por milhares de mulheres das mais diversas regiões do mundo e nas mais diversificas culturas: a violência física, doméstica e sexual.
No filme, a personagem Celie, após a morte de sua mãe, por seu pai a cumprir todas as “obrigações” que eram da mãe. Tanto domésticas quanto sexuais. Assim, inicia a saga da menina mulher moradora de uma pequena cidade dos Estados Unidos. Depois, Celie é entregue a um homem que deseja ser seu marido, porém segue sendo mal tratada e estuprada diariamente. Quando sua irmã  Nettie a encontra a ensina a ler e a escrever, assim é o meio de se comunicarem quando o marido-dono de Celie as separam.
Tudo muda quando a cantora Sugh e Sofia surgem na vida de Celie tudo se transforma, ela realmente conhece o seu valor e descobre o sabor do sorriso. 

Segue umas das fotografias mais belas que já vi no cinema.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Fim de férias, é o momento do recomeço.

Fevereiro está terminando, assim como as férias. É momento de recomeçar, de dormir menos, de assistir menos televisão. Mas é o momento de aprender, rever pessoas, conhecer gente nova. Fevereiro foi um mês bem complicado para mim, mas com a ajuda de verdadeiros amigos e da família estou com a cabeça erguida e pronto para superar os obstáculos.
A pouco atualizei currículo, limpei a mochila, reorganizei livros e a estante. Tudo praticamente pronto. Espero que tudo inicie bem. A novidade: estou retornando ao curso de Ciências Sociais, da UFSM, depois de dois anos longe.
Agora, no final da noite, faltando menos de uma hora para o final das férias, escuto algumas músicas. Em tempos de “rebolation”, ainda há quem represente a verdadeira música brasileira.
            Uma excelente semana.